Cassino

Brasil já teve cassinos em que Carmen Miranda era a estrela

No final dos anos 1930, Carmen Miranda era a grande estrela dos cassinos cariocas Foto: Reprodução / ‘Oscar Night – 75 Years of Hollywood Parties’

Por um curto período de tempo, o Brasil já teve cassinos. De 1920 até serem colocados na ilegalidade por um decreto do presidente general Eurico Gaspar Dutra, em 1946, o País chegou a ter 70 casas do tipo, que não se restringiam aos salões de apostas. Eram grandes e elegantes centros de entretenimento, com restaurantes, bares, salões de baile e teatros. No final dos anos 1930, Carmen Miranda era a grande estrela dos cassinos cariocas. Foi a partir de uma apresentação dela no Cassino da Urca que a cantora chegou a Hollywood.

Na época, era grande a pressão da Igreja Católica para proibição do jogo. Com o veto, cerca de 50 mil trabalhadores perderam o emprego, segundo registros do Senado.

Empresários do setor de jogos tentam convencer o governo e os parlamentares de que, num cenário de restrição orçamentária, a legalização dos cassinos poderia aumentar a arrecadação para os cofres públicos.

A Associação Brasileira de Bingos, Cassinos e Similares (Abrabincs), que reúne apoiadores da legalização, estima que o setor – ao lado de loterias e todas as atividades que envolvem apostas – pode aumentar a arrecadação em R$ 30 bilhões por ano.

“Gostando ou não gostando do jogo, é melhor tê-lo legalizado”, afirmou o presidente da Abrabincs, Olavo da Silveira. “Manter a bandeira da não legalização significa manter isso na mão dos contraventores, fora da economia, o que vai levar à lavagem de dinheiro.”

Conforme mostrou o Estado, deputados do bloco conhecido como Centrão retomaram a ofensiva para liberar a abertura de cassinos no País. O presidente Jair Bolsonaro chegou a ser consultado para saber se o governo apoiaria um projeto com esse teor, mas não deu resposta definitiva. Ele disse aos interlocutores que, antes, seria preciso consultar a bancada evangélica.

O grupo é contra o projeto, mas já admite discutir uma alternativa. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, defende a autorização do jogo de azar, mas apenas para estrangeiros.

Diante da condição de Bolsonaro de ouvir os evangélicos, o presidente da associação apela à questão econômica. “Eu acho que ele é o presidente do Brasil. Ele não é o presidente dos evangélicos”, disse Silveira.

Sem restrições

O presidente da associação considera um avanço a liberação de cassinos apenas em resorts, como defende o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas afirma que a medida é insuficiente. “Se legalizar só cassino, cabe cinco ou seis no Brasil. E o resto do País vai fazer o quê?”

Próximo a Bolsonaro, o deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) admitiu discutir a proposta, mas é contrário à legalização de qualquer tipo de jogo no País. “Não há espaço. Nós, evangélicos, somos completamente contra”, afirmou. (O Estado de S.Paulo e Terra Notícias)

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