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Inteligência Artificial vence partida de poker pela primeira vez

Divulgação/Reprodução

A Inteligência Artificial (IA) chamada Pluribus venceu uma maratona de 12 dias do Texas Hold’em, modalidade de poker popular em muitos cassinos. A tecnologia competiu com cinco profissionais do jogo, considerados alguns dos melhores do mundo – em partidas anteriores, eles já haviam ganhado mais de US$ 1 milhão com o joguinho.

Mas, pela primeira vez, os humanos não se saíram melhor que a tecnologia: o Pluribus não só venceu como conquistou US$ 48 mil virtuais. “É a primeira vez que uma IA atinge um desempenho tão bom quanto o de um humano em um jogo multiplayer”, disse ao The Guardian Tuomas Sandholm, que desenvolveu o Pluribus com seu aluno Noam Brown, na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Sandholm considera que a capacidade de vencer cinco pessoas abre novas oportunidades para a IA enfrentar problemas do mundo real, como estratégias de negociação, investimentos, jogos de guerra e até decidir quanto os candidatos políticos dos EUA devem gastar com publicidade.

Tecnologia em jogo

Para dominar o Texas Hold’em, Pluribus adotou estratégias que já foram usadas por profissionais. A tecnologia aplicou quantidades de apostas diferentes, algo que os humanos parecem achar difícil. E enquanto as pessoas geralmente evitam a chamada donk betting – prática de terminar a primeira rodada de apostas com uma chamada e abrir a próxima com outra aposta –, Pluribus adotou a tática.

Em outro desafio, o programa venceu dois profissionais, Darren Elias, que detém o recorde de mais títulos do World Poker Tour, e Chris Ferguson, que venceu seis torneios do World Series of Poker. As derrotas ocorreram depois de cada um ter jogado cinco mil mãos contra a IA. “Pluribus é um adversário muito difícil”, confessou Ferguson.

Pluribus aprendeu poker jogando contra si mesmo. A tecnologia é executada com dois processadores Intel Haswell e usa 128 GB de memória durante o jogo. Nas partidas contra si mesmo, leva cerca de 20 segundos para jogar uma mão, o que o torna duas vezes mais rápido que um profissional, conforme escreveram os pesquisadores em artigo na revista Science. (Revista Galileu)

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