Cassino

Maia e Crivella querem apoio de Bolsonaro para legalizar os cassinos

Ilustração mostra o projeto de um futuro resort integrado no Porto Maravilha

Os cassinos foram permitidos no Brasil até 1946. Depois disso os jogos continuaram existindo, só que na clandestinidade. Agora, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se uniu ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella numa missão catequizadora. Ambos querem converter o presidente Jair Bolsonaro a ser apoiador do projeto de lei que legaliza novamente os jogos no país.

O projeto de lei que está pronto para ser votado na Câmara prevê o funcionamento de cassinos dentro de resorts integrados. Maia e Crivella querem que o primeiro deles seja construído na cidade do Rio, no Porto Maravilha. Nesse modelo, a casa de jogos ocuparia cerca de 5% de um complexo que reúne hotéis, centro de convenções, casas de shows e shopping.

A resistência de Bolsonaro, manifestada ao prefeito, seria decorrente do receio de ir contra eleitores evangélicos, que não aprovariam a volta dos jogos. Crivella respondeu dizendo que ele próprio é bispo da Igreja Universal e, que, ao seu ver a prioridade atual é gerar empregos e aumentar a arrecadação tributária, não havendo impedimento religioso ao projeto.

“Quem não quiser pecar, basta não ir ao cassino”, teria dito Crivella a Bolsonaro, segundo relatos ouvidos pelo DIÁRIO DO PORTO.

Há várias propostas para a construção de um cassino no Rio, mas o projeto mais ambicioso foi veiculado há alguns meses nas redes sociais, mostrando que seria construída uma ilha artificial, em frente aos atuais armazéns do Cais da Gamboa. Na imagem é possível ver construções, pontes, além de píeres para atracação de navios e barcos de lazer.

O deputado Herculano Passos (MDB-SP), que preside a Frente Parlamentar Mista do Turismo, argumenta que a proibição dos cassinos no Brasil estimulou os jogos clandestinos e a evasão de turistas brasileiros em busca do jogo legalizado no exterior.

Estimativas divulgadas pelo deputado apontam que os jogos ilegais movimentam cerca de R$ 34 bilhões por ano no Brasil. Em comparação, a legalização dos jogos poderia movimentar R$ 66 bilhões, com arrecadação de R$ 30 bilhões em tributos ao ano, além de criar cerca de 400 mil empregos.

Líderes de grupos internacionais acompanham a evolução das iniciativas para a volta dos cassinos no Brasil e já vieram conversar com autoridades no país. Quem fez mais progressos nesse trabalho de aproximação foi o empresário Sheldon Adelson, presidente do grupo LVS, que tem cassinos em Las Vegas, Macau e Singapura. Ele foi um dos principais financiadores da campanha do atual presidente dos EUA. Donald Trump, cuja proximidade com Bolsonaro também pode ser um fator em favor da legalização.

Quando se fala nos negócios de Adelson, logo se pensa no Marina Bay Sands, ícone da arquitetura contemporânea. Esse resort contribuiu para o aumento do número de turistas estrangeiros em Singapura de 11,5 milhões para 17,5 milhões, entre 2010, e 2017. No Brasil, a média anual de visitantes externos está estagnada em cerca de 6,5 milhões. (Diário do Porto)

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