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Polícia de São Paulo Apura Suspeitas de Manipulação de Resultados

Divulgação/Reprodução

Na época em que o Governo Federal debate o processo de regulamentação das apostas esportivas, a Polícia Civil de São Paulo apura nove casos de suspeitas de manipulação de resultados. Todos os casos teriam ocorrido para beneficiar pessoas envolvidas com apostas.

No entanto, os processos seguem em compasso de espera. De acordo com César Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), os criminosos atuam nas categorias inferiores ou nos campeonatos de base do estado. Isso porque são competições com menos repercussão e remunerações baixas para atletas e demais profissionais.

Casos de manipulação de resultados

Um dos noves processos referentes a manipulação se refere ao jogo entre São Bernardo e Red Bull Brasil pelo Paulista Sub-20. O jogo ocorreu no dia 4 de outubro de 2019 e o criminoso procurou o árbitro Willer Fulgêncio dos Santos visando a marcação de 14 escanteios pelo valor de R$ 3 mil.

O árbitro denunciou a questão a Comissão de Arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol). De modo geral, as ofertas são feitas para atletas, treinadores e dirigentes. Outro caso tem a ver com o Batatais, que tomou suspensão de 240 dias multa de R$ 70 mil. A penalidade foi decidida pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo.

Isso porque os jogadores reconheceram envolvimento com manipulação de resultados durante a disputa da Série A3. No entanto, a equipe obteve efeito suspensivo para atuar na mesma divisão do Estadual em 2020. Além disso, a apuração também esbarra em problemas na Justiça comum.

Santos denunciou a proposta para a Comissão de Arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol). Na maioria dos casos, as propostas são endereçadas a jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes.

Em setembro do ano passado, o Batatais foi punido com suspensão de 240 dias e o pagamento de R$ 70 mil de multa. A decisão foi do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo após jogadores do clube terem admitido envolvimento em manipulação de resultados na Série A3.

Punição pela manipulação de resultados

O ato se transformou em crime no Brasil no ano de 2010 com a adição de um artigo no Estatuto do Torcedor com punição de dois até seis anos de prisão. No entanto, ninguém foi punido criminalmente por essa pratica. A única operação de grande porte foi a Game Over, realizada em 2016. As nove pessoas acusadas no caso sequer foram julgadas.

Com debate em torno da liberação das apostas esportivas no país, órgãos do setor judiciário  mostram preocupação. Em contrapartida, o Ministério da Economia acredita que o setor de jogos pode render até R$ 6 bilhões anualmente. (Estado de S. Paulo)

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