Governo

“Por suas raizes conservadoras, Brasil chega tarde a coisas normais como a concessão de cassinos”

Vinicius Lummertz, secretario de Turismo do Estado de São Paulo

O temas políticas públicas para o turismo norteou o primeiro painel da 1ª Conferência Municipal de Turismo (Confetur), que acontece em São Paulo entre esta sexta (16) e sábado (17). O debate contou com a presença de Vinicius Lummertz e Orlando Faria, secretários estadual e municipal de Turismo de São Paulo, respectivamente, que abordaram as estratégias adotadas por cada esfera governamental para desenvolver o setor.

Na esfera estadual, Lummertz mencionou o sucesso do programa “São Paulo para Todos”, com a captação de 490 voos, o lançamento de uma campanha de promoção e investimentos de companhias aéreas na divulgação do destino, além das ações que levaram o estado a alcançar um crescimento de 7% no primeiro semestre.  O secretário ainda falou sobre o plano de privatização de 22 aeroportos paulistas e dos parques públicos, como Campos Do Jordão, Jardim Botânico e Zoológico.

Ao falar sobre o tema, Lummertz, no entanto destacou um certo conservadorismo do País em adotar medidas necessárias para a evolução das políticas de turismo. “O Brasil é um país que cumpre as suas tarefas, mas o faz tardiamente. A nossa raiz conservadora faz com que façamos coisas muito depois de outros países e por isso muitas coisas que já são normais lá fora ainda assustam, como concessões de parques, cassinos e zonas de interesses turístico”, destacou.

O secretário citou o exemplo de Singapura, onde os cassinos fizeram o número de turistas estrangeiros saltar de 8 para 17 milhões, e de Cancún, que com sua zona de interesse turístico tem uma movimentação econômica com o turismo maior que o Brasil. Ele ainda destacou que só o potencial de São Paulo não é suficiente para atrair o turismo.

“Somos uma capital de eventos, mas ainda não temos os melhores lugares do mundo. Para tirar um eventos do hemisfério Norte precisamos alcançar outro patamar e criar estruturas melhores”, completa.

CIDADE DE SÃO PAULO

Orlando Faria, secretário Municipal de Turismo de São Paulo
Orlando Faria, secretário Municipal de Turismo de São Paulo

Se no estado, as estratégias já começa a dar resultado, na cidade uma das ideias é criar uma linha de trabalho para potencializar os bons resultados. De acordo com dados da Prefeitura, a arrecadação com ISS em atividades turísticas cresceu em todos os meses do primeiro semestre, com destaque para maio (+20,5%), janeiro (+14,3%) e junho (+13,5). O menor crescimento se deu em abril, ainda sim com um incremente expressivo de 7,4%.

“Se sem uma política estruturada já temos um grande volume de crescimento e sendo o maior destino turístico do país, imagine após um investimento deste tamanho”, destacou Orlando Faria. Para este ano, a pasta conta com um orçamento de 132 milhões, que estão sendo investidos em ações culturais e atividades turísticas na cidade.

O secretario municipal destaca que um dos objetivos é investigar na chegada de eventos internacionais de lazer, incluindo provas de automobilismo, festivais, shows, eventos esportivos e atrações. Outra estratégia é a criação de um calendário de presstrips para atrair a imprensa nacional, ação que já entrou em prática durante a Copa América. A estratégia de promoção conjunta com o estado também foi destacada pelo secretário. (Mercado & Eventos)

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