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Scliar, Poteiro, Di Cavalcante e Djanira reunidos em exposição do TCU

Foto: Divulgação/CEF

Em 42 obras, divididas em cinco núcleos, a história da arte brasileira entrelaça com a cultura popular do país e com a “fezinha” do povo brasileiro. Era década de 1960 e a Caixa Econômica Federal, após a junção com a Loteria Federal, encomendava ilustrações para os bilhetes de datas comemorativas. São João, Inconfidência Mineira, Independência do Brasil, Natal e Carnaval retratados a maneira de cada artista plástico e, agora, expostos na mostra Traços da sorte: loterias no acervo da Caixa.
A exposição é resultado de uma parceria do Centro Cultural TCU com a Caixa Econômica. “O acervo da instituição bancária que estamos expondo foi formado com as obras que a Caixa encomendou para ilustrar os bilhetes de loteria. São vinte artistas e cada um permeia vários núcleos”, explica Karina Santiago, coordenadora de produção do centro cultural.
A paulista Djanira foi uma das primeiras a receber esse financiamento da instituição para a produção de pinturas. Na mostra, os trabalhos da artista estão presentes em quatro diferentes núcleos. Em todos eles, observa-se a pintura figurativa de Djanira, suas investigações em torno do abstracionismo geométrico e o uso de cores vibrantes.
Apesar de variadas assinaturas, as obras presentes em Traços da sorte: loterias no acervo da Caixa trazem, em essência, a brasilidade representada por elementos figurativos, por personagens carnavalescos ou juninos, pelo verde e amarelo. “É possível perceber exatamente a linha de cada um dos artistas, que são bem distantes, para retratar o mesmo tema ao mesmo tempo que é uma mostra bem brasileira”, define Karina.
Integram a exposição, além das pinturas de Djanira, trabalhos de Di Cavalcanti, Antonio Poteiro, Carlos Scliar, Carybé, Francisco Rebolo e Glauco Rodrigues. “Cada um dos núcleos tem também uma explicação sobre as datas comemorativas e, além das obras, tem alguns bilhetes expostos”, acrescenta a coordenadora. Esses rascunhos permitem que os visitantes apreciem o processo criativo dos artistas desde a concepção. “É importante destacar que esse financiamento permitiu um enriquecimento do acervo da arte brasileira”, pontua Karina.

Arte contemporânea
Dando continuidade à política de incentivo à cultura da instituição, o Centro Cultural TCU está com edital de concurso aberto para projeto de exposições. Ele selecionará projetos individuais ou coletivos, com o objetivo de premiar os oito melhores relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), possibilitando prioridade aos premiados nas contratações futuras. “Os oito selecionados ganharão, cada projeto, R$ 7 mil. Eles vão integrar um cadastro reserva de mostras que podem ser montadas no centro cultural até o final de 2021”, explica Karina.
A seleção é feita pelo conselho curador da instituição, composto Ricardo Ohtake, gestor cultural do Instituto Tomie Ohtake; Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural; Renata Bittencourt, diretora de Inhotim; o colecionador de arte Sergio Carvalho e o artista plástico Ralph Gehre. Pela galeria Marcantonio Vilaça, passaram trabalhos de Iberê Camargo, Oscar Niemeyer, Roda, Tomie Ohtake, entre outros. A inscrição é feita pelo portal do TCU até 15 de março.

Traços da sorte: loterias no acervo da Caixa
No Centro Cultural TCU. Visitação até 21 de março. De segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 10h às 18h. Entrada gratuita. (Correio Braziliense)

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